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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

jesus punk


Se Jesus tivesse nascido em 1990, hoje ele seria um jovem punk. 

Leria sobre o anarquismo, escutaria The Clash, usaria camisetas do Dead Kennedys, seria um ativista radical e com certeza gostaria de comida japonesa, afinal, seria fã de um peixe cru.

Montaria uma banda e incitaria as pessoas a não aceitarem o governo Bolsonaro.

Jesus casaria - no sentido de morar junto - com uma mulher divorciada, mais velha e com dois filhos.

Seria um pacifista, que escreveria canções de protesto e de amor.

Suas músicas seriam censuradas, seus discos seriam quebrados por fanáticos evangélicos e ele acabaria assassinado por um policial bolsonarista corrupto.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

o ser humano... o ser humano... sei lá...

Tem certas coisas que não precisamos falar nada, só sentar, curtir o momento e deixar o ser humano reservar o lugar dele no inferno.

sábado, 2 de junho de 2012

uma tarde de sexta no banco (ou... uma evangélica cruzou a minha vida)

Ontem lá estava eu sentado em um banco de um banco (gosto, gostou? ah... esquece, não entendeu a sutileza poética da coisa) esperando para ser atendido pelo gerente que cuida das minhas ações quando uma senhora senta ao meu lado e puxa assunto e te digo, nada me incomoda mais (tá, tem coisa que me incomoda mais, mas esta está entre elas) do que alguém puxar conversa comigo.

Bem, resumindo, nos minutos - eternos - em que ela esteve ao meu lado eu soube que ela era evangélica (grandes bostas!), que queria nunca foi casada "de papel" e por isso a pensão do finado ia para o filho dela, que um outro ex dela ainda queria ficar com ela, que por ser evangélica ela não mentia (ah tá, conta outra), que o ex queria "aquilo" até pagando mas que por ser evangélica "lá embaixo" ela não cobrava e só fazia por amor (o melhor é que para contar o que era o "lá embaixo" ela fez aquele conhecido gesto com a mão significando f#*@).

Olha, nunca fiquei tão feliz quanto tocou o meu número de atendimento.

Obs: e ainda por cima a mulher tinha um bafo desgraçado (que calculo que por ser evangélica ela não deve acreditar em pasta de dente).