sábado, 24 de março de 2018

uma série que vai por água já nos primeiros minutos, ou... veio, o mecanismo é uma bosta!

O que falar da série O MECANISMO, do diretor José Padilha, que entrou no Netflix dia 23 de março?
Pior que não tem muito pra dizer, o roteiro é ruim (baseado em um livro caça-níquel sobre o trabalho do Sérgio Moro na operação "Lava Jato" [fala Lava a Jato PORRA! Pra mim, Lava Jato significa que alguém lava um avião!]), a direção é frouxa, o elenco interpreta de forma preguiçosa e as vezes é até meio vergonhosa a atuação.

E essa coisa de trocar os nomes das instituições e empresas com medo de processo é ridículo. Por causa disso, a Polícia Federal virou POLÍCIA FEDERATIVA  e Petrobras virou PETROBRASIL. Nem vou falar na caricatura das personagens baseadas em figuras públicas como Deltan, Moro, Lula, Dilma... nossa, é triste de ver. Troféu "A Praça É Nossa" de interpretação.

O maniqueísmo é outro ponto patético. A história do delegado da PF que depois de vinte anos de carreira tinha um carro usado e morava numa casinha de bosta no subúrbio é digna de novela da Globo... DE 1978! Cara, o salário de um delegado da PF - de início de carreira!!!! - parte do 15 mil hoje, ou seja, se o delegado da história só tinha um Fiat velho, ou ele é o cara que mais bota dinheiro fora com prostitutas, ou é burro e perde todo o dinheiro.

Mas como ele é da PF, ele é pobre, trabalhador e honesto, consequentemente, bonzinho. Já quem tem grana é vilão.

O que posso ainda dizer: FUJA DESTA SÉRIE, pois ela só vai agradar quem é leitor da Veja. 

Obs: pelo menos aquele leitor que acredita na Veja vai ficar feliz.