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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

padrões

Eu sou o tipo de cara que pode ser considerado o mais comum do mundo. Não tenho nada que me destaque dos outros e sempre levei uma vida média... comum. Mas pelo menos, dentro da minha vida ordinária, aprendi a sobreviver em cada derrota da vida.

Algumas pessoas nasceram em famílias com boa situação financeira e acabaram não tendo dificuldade para se encaixar profissionalmente e no dito círculo social aceitável. Já eu... bem... eu não sei nem como terminei o primário, pois não lembro de algum dia ter estudado na vida. A única coisa que eu fazia era estar lá, fazer as provas com o mínimo necessário e passar na média, sempre sem destaque positivo e nem negativo, apenas na média.

Algumas pessoas podem considerar isto ruim, eu não!

Por que isso?

Porque eu aprendi que minha vida seria assim... no meu canto... sem ser visto e ser me preocupar com o que os outros pensam de mim. Foda-se o resto do mundo!

Sabe o que é importante pra mim?

Rir e fazer rir.

Se um dia você me conhecer, provavelmente não vai ir com a minha cara, pois eu não faço muito esforço para que alguém simpatize comigo, muito pelo contrário, eu sou muito mais chato, irônico e irritante que qualquer outra pessoa, apenas pra mostrar que se for pra alguém gostar, que seja do jeito que eu sou.

Por que estou dizendo isto?

Porque me irritam pessoas que fazem de tudo para serem aceitas pelos outros. Gente padronizada - no modo de falar, vestir, pensar - e bem aceita socialmente é um saco.

Obs: e se tu é rebelde sem causa, metido(a) a alternativo, sustentado pelos pais (ou ganha pensão) e não trabalha... tu é mais chato ainda com teu discurso de esquerda de boutique.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

hippies hate water

Daí tô caminhando pelo calçadão de Santa Maria, indo para uma reunião de trabalho, quando um hippie que vende uns objetos feitos de arame me segura pelo braço.

Bem, o problema já começa por aí, pois não sou muito receptivo com pessoas desconhecidas invadindo minha área pessoal. Mas que seja, achei que o dito hippie ia me pedir pra comprar um dos arames retorcidos em formato de bicicleta (ou cachorro, não consegui identificar o que era aquilo... talvez fosse um macaco, ou cavalo). 

Só que não era isto que ele queria, o maluco me parou - ainda me segurando pelo braço! - pra pedir dinheiro pra comprar uma cerveja.

Sério gente... o hippie nem queria me vender nada do artesanato dele, ele queria BEBER! E beber com o meu dinheiro! Que diga-se de passagem já não tenho muito, afinal este governo de merda acha que meu cu é de pano e pode meter estocadas de piroca ao seu bel-prazer. Ou seja, eu me fodo trabalhando pra pagar cerveja pra um cara que fica o dia inteiro sentado fumando e entortando arame?

Tá maluco hippie?

Pra pedir dinheiro pra beber, o sistema serve, mas pra trabalhar tu é contra?

Cara, se fosse a época que eu era punk radical, chutava a bunda do cara pro outro lado do calçadão, mas como hoje sou um cara calmo, só falei: "magrão, não pega no meu braço". Daí virei as costas e segui meu caminho. Ainda escutei ao fundo: "pô veio... e a ceva"?

E eu só pensei... "Tem umas figurinha que só tratando com tapão na orelha".