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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

santa maria da boca do monte...

Santa Maria é uma cidade muito esquisita, aqui os empresários não sabem o que fazem, os clientes aceitam qualquer coisa, os produtos oferecidos são de qualidade duvidosa e a produção cultural aceita é feita por uma elite acadêmica rançosa que funciona mais como coluna social do que qualquer outra coisa.

Mas mesmo assim todos se acham especialistas e juram que a cidade é uma potência cultural e econômica.

Obs: aqui temos apenas um jornal impresso diário, o outro que é conhecido... bem... nem posso dizer qual a razão de ele ainda ser considerado um jornal (obs02: e sei que tem gente competente que trabalha neste dito jornal, mas é que a coisa não vai pra frente mesmo)

domingo, 6 de novembro de 2011

o resultado das minhas conversas com o manto - o paladino da justiça

Continuando sobre o tema que falei dias atrás e que surgiu devido aos comentários e xingamentos que recebi por ter dito que não me importava com a saúde do lula molusco, volto a falar sobre o que eu penso - com o que vejo e leio - sobre esta simpática sociedade a qual pertencemos..

Quando a política partidária virou apenas uma versão piorada de um jogo de tramoias e a democracia se tornou em demagogia, o que deixa as pessoas em paz para aguentar este mundo bizarro em que vivemos é o consumo. Todas as filosofias e ideologias que pregavam a razão do ser humano não existem, tudo nos levou apenas para o mundo do consumismo.

Tudo que é bom deve ter um código de barras e pode ser comprado, assim você se torna feliz por ter um carro melhor do que o do seu vizinho. Você acha que tem escolha, mas isso não existe, você TEM que comprar ou você não se sente parte do todo. PIOR... se você não comprar, você não se sente um cidadão!

O problema é que as pessoas estão cada vez mais entediadas e burras e creio que isso está virando uma bomba relógio.

Quando alguém se der conta que não adianta mais comprar nada, ou quando não tiver mais o que comprar? Ela pode começar a pensar e a mistura deste pensar aliado ao tédio pode levar a uma busca das mais comuns, ou seja, a violência.

Sei lá, talvez eu seja muito pessimista, ou um realista descrente, um niilista irônico... não sei, tudo isso junto talvez.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

boas compras

Já deixei de lado há um bom tempo qualquer discussão sobre o lado direito ou esquerdo e suas ideologias. Atualmente apenas observo o que pra mim é a única e última ação social existente dentro deste individualismo reinante: o consumismo.

O consumismo é a nova forma de política de massa com suas promessas atingíveis. O consumismo é otimista e olha apenas para frente.

Em uma sociedade onde todos somos crianças, nada faz mais sentido do que ser feliz por comprar um perfume novo, um par de sapatos, um relógio, etc.

Ser moderno agora é ser passivo, é celebrar a vida em um ritual de compras zumbi. Você não precisa pensar em nada, apenas fica hipnotizado pelas cores das vitrines e sua ilusão de vida completa.

É simples, você compra, você tem, você é aquilo que adquiriu.
Somos uma sociedade feliz de consumidores.

E o melhor é que já é Natal... e o shopping fica lindo com todas suas luzes piscando e suas promoções de compras parceladas.

Só não vou continuar este meu parco pensamento pois quero sair para ver um tênis Adidas novo.

Depois ainda me perguntam os motivos de eu ser irônico.