Uma das coisas que me incomodam aqui nesta cidade é ir a um local para comer algo, pagar caro e ser muito, mas muito mesmo, mal atendido. No momento que sento para comer ou beber algo quero ser atendido por alguém simpático(a) que no mínimo saiba dizer bom dia/boa tarde/boa noite, com licença e que saiba abrir uma lata de refrigerante - NA MINHA FRENTE - e servir no meu copo.
Só que isto não existe em nenhum lugar desta cidade.
E o pessoal aqui em Santa Maria ainda quer trazer turistas pra cá? Poxa, não sabe atender ninguém e ainda ficam chorando!
É um empresariado sem visão mesmo, ao invés de ficarem reclamando de tudo, quem sabe vocês treinam os funcionários de vocês para eles atenderem bem.
uma noite quente e um ótimo papo com um grande amigo
Semana passada, fiquei horas batendo papo com um grande amigo. Rimos das nossas m* e dividimos problemas e preocupações. Nos emocionamos com os fatos da nossa vida e com nossos azares e sortes, mais azares do que sortes por sinal.
Não chegamos em conclusões ou em nada concreto... apenas desabafamos, falamos, trocamos dores e nos ridicularizamos até extravasar, ou pelo menos aliviar, o peso que está sobre nossos ombros.
A única coisa que pensamos no final é... Manolo, no fundo a gente é forte pra caray pra aguentar tanta pancada da vida!
A gente quebra a cara, quebra a cabeça e acredito até que algumas pessoas fazem a gente quebrar a cara com mais facilidade, mas continuamos acreditando... e talvez seja esse o começo do nosso erro... a gente acredita muito nas outras pessoas e isso nos faz tomar algumas decisões erradas na vida.
E sabe o que é pior... mesmo com tudo isso, com todos esses choros e soluços escondidos, nós vamos continuar tomando as decisões erradas... sei lá, vai que uma delas é a certa!
O bar já está ficando cheio e as pessoas começam a ficar de pé ao redor da minha mesa, este fato por si só já me desagrada pois perco a visão do horizonte e fico cercado por um mar de bundas que não me deixam ver nada muito distante (por motivos óbvios) e o pior é que chega determinado horário e o pessoal do bar começa a recolher as mesas, fazendo com que tenhamos que ficar de pé também e nada mais chato para alguém que está bebendo do que ter que ficar segurando uma garrafa.
Bem... eu não comentei sobre o público do bar: universitários (com cara e roupa de universitários, ou seja, camiseta e calça jeans) e meninas muito bem arrumadas (no estilo short mais botas de cowboy), todos na faixa dos 20 aos 30 e uma dúzia de quarentões, entre os quais me incluo.
E o objetivo do recolhimento das mesas dá resultado, o bar está lotado e começa o show da banda, trio clássico baixo/guitarra/bateria, com músicas conhecidas de todos e que funcionam em um bar, ou seja, começaram com U2 e depois seguiu com The Strokes, RPM e por aí...
Nada que me emocione, mas pelo menos eu me diverti e não me incomodei.
Em um dos monitores do bar eu olhava Ben 10, em outro uns gatinhos brincavam no Animal Planet e ainda cuidava alguns trechos de Supernatural e os gols da rodada em outras telas.
Tudo tranquilo.
Mas daí algo acontece...
o mesmo casal chato que estava no outro bar entra (com a invejosa rebolando seu derrière na cara de metade do bar)! Eu não controlo a minha risada e quase me babo todo de cerveja. Rachei o bico de rir meu champz!
Morar em cidade pequena rola dessas m*, é só sair que tu encontras as mesmas pessoas em todos os lugares.
Uma das poucas músicas (talvez a única, por ser da fase mais comercial dele... nunca fui chegado nessa coisa de bluesman de branco) que eu gosto do Eric Clapton, e só gosto justamente por escutar em bar quando tô bebendo.
Entro e bem na hora começa "Dont't You (Forget About Me)". Nossa, que entrada triunfal, parece que foi escolhida pra mim, na hora lembro dos meus irmãos do Clube dos Cinco e pra variar me emociono imaginado que eles poderiam estar ali.
É sábado, e como ontem, começo meu tour pelo Quiosque da Brahma. Tudo tranquilo, nada de diferente dos outro dias, público normal de shopping, muitas patricinhas bem arrumadas e famílias passeando. Sento, peço meu chopp e fico assistindo o final do jogo entre Argentina e Uruguai. Nada melhor do que ver um jogo de futebol em um bar.
Vamos pelo jogo: somente eu e mais um cara perdido, usando uma camiseta da Argentina com o nome do Higuain às costas, torcemos pela Argentina, o resto do bar torce pela Celeste. O resultado tu já sabes, deu Uruguai.
Termina o jogo e coloco os fones de ouvido para escutar música.
Bar + bebidinhas + música... a combinação perfeita para melhorar o meu humor em qualquer situação.
Reparo em um casal que está na mesa ao meu lado, eles fazem o estilo "gosto de chamar a atenção"... e realmente chamam! Mas não por algo positivo e sim pelo modo que se portam, noto que eles, principalmente ela, fazem comentários maldosos sobre as mulheres que estão ao redor e o mais patético de tudo é que se fosse para fazer uma comparação, o quadro seria o da mulher maça falando mal da Charlize Theron.
A música que escuto me impede de escutar claramente os comentários dela, mas noto pelo olhar que ela faz e as risadas de ambos que a maldade impera naquela dupla.
Sabe, se desse para engarrafar inveja... pqp, ali jorrava litros!
E não, não estava tocando esta música no bar, mas deveria, pois é ideal.
Sobre o local em que estávamos... bem... decoração comum no estilo brega-caro, mesas de bar (de madeira, bem dessas que tu estas imaginando) e iluminação no estilo lusco-fusco.
Muitas mesas só com mulheres, comprovando a tese que no mínimo existe quatro mulheres para cada homem. Tá bom que duas delas são feias pra c*, mas qualé Manolo, 50% é um índice muito bom já.
Faixa etária entre 30 e 50 anos (ou seja, fiquei na média).
Todos vestidos de forma normal, mas bem vestidos e sem muito exagero (apesar de algumas peruas se destacarem entre o resto). Bem... com isso já imaginas que a minha combinação cabelo medito "estiloso"+ camiseta do The Exploited+casaco elegante+tênis destoavam um pouco do ambiente.
E na boa, quando vou a um bar eu espero que role algo assim para eu beber e ficar conversando, mas é claro que isso nunca acontece.
Obs: resumindo a noite de sexta-feira - ri muito, mas não volto mais neste bar.
Bem... entramos no bar e caí justamente no dia em que um músico nativista está se apresentando. Até aí nada errado, pois percebo que o repertório dele é de clássicos da música gaúcha e rola deste Vento Negro e Canção da Meia-Noite até Canto Alegretense e Esquilador, o que eu acho até bem interessante, pois gosto dessa coisa... sei lá... como dizer... folk, tri de raiz meu champz, nada dessa frescura com 50 gaitas e um monte de cara de bombacha colorida fazendo coreografia como se fossem grupo de axé.
Só faltou essa pra mim:
Cesar Passarinho com "Guri"
Ah, e em determinado momento o músico pediu para todo mundo levantar e puxou o Hino Riograndense. E olha, tenho que te dizer é muito legal (e engraçado também) ver todo mundo cantando o hino gaúcho. É a típica coisa que só acontece aqui, quem é de fora deve achar muito estranho a gauchada fazer isto e com toda razão, pois tenho certeza que mais da metade daquelas pessoas não sabe o hino brasileiro inteiro, mas todos sabem cantar o Riograndense com o peito estufado como se fosse começar uma nova Revolução Farroupilha.
Pego a Laviolete e vamos ao segundo bar (o qual não falarei o nome pois não tô recebendo patrocínio para isto).
Lá chegando a coisa já começa errada, no momento em que o porteiro, ao invés de nos fazer entrar no bar e nos encaminhar ao lounge para esperarmos uma mesa, nos para na porta de entrada. Neste momento minha vontade já era dar meia volta, mas como estava acompanhado pensei melhor e resolvi esperar, o que foi correto da minha parte pois não demorou um minuto e já tinha uma mesa livre.
Bem, aí começa o segundo problema do atendimento, ainda com o porteiro, ao dar os nomes para o mesmo anotar na comanda. O inteligente não foi capaz de disfarçar e balançou a cabeça negativamente ao ouvir o nome da pessoa que me acompanhava. Com este fato, eu ironicamente soletrei o nome lentamente, uma letra por fez, para ele anotar e assim perceber que eu havia ficado incomodado com sua atitude pouco polida.
Mas enfim... entramos.
Não estava tocando Chalie Sexton quando eu entrei no bar, mas poderia, pois é uma ótima música para tomar uma cerveja gelada numa noite de sexta.
A primeira parada da noite é apenas um aquecimento tomando chopp no Quiosque da Brahma. Nada para comentar, fico apenas sentado olhando o grande movimento de pessoas ao meu redor que sentam, levantam, e riem muito.
Mesmo de fones, escutando a belíssima "Get Away" da Yuck, presto atenção em algumas conversas laterais e vejo as mesmas caras e bocas em tentativas de sedução e trocas de olhares que indicam algum interesse hormonal. Sorrio com este pensamento ao ver que algumas pessoas ainda tentam encontrar seu companheiro(a) à noite.
Boa sorte pra eles!
A música que eu escutava enquanto escrevia este texto.
"Assim, a minha alma diz que eu quero
eu preciso de você
eu quero você
mas não posso começar esse sentimento em minha mente
Bem... como já muito comentado por mim (e por quem mais poderia né meu champz?!) hoje é sexta e consequentemente dia internacional de beber algo em um boteco. E para este fim irei ao boteco novo (abriu não fz nem um mês) que fica aqui perto de casa. Já digo que ele tem tudo para eu não gostar do mesmo, da decoração brega/caro ao palco no canto para apresentação de bandas de pop-rock-mpb.
Bem... amanhã leia minha crítica.
Com certeza neste bar não terá uma boa música assim para eu sentar e tomar algo pensando na vida, nas coisas, no mundo, no amor... música assim só no meu podcast.
Obs: e esta música realmente estará no próximo podcast, o de número 69 (e todas as piadinhas são válidas).
Estou escutando, emocionado até, a banda Cast of Thousands no meu MPTreco, quando vejo um cara pegar um violão e sentar em seu banquinho (nada mais típico do que está cena em um bar). Tiro o fone e vejo que ele começa a tocar uma música da Maria Gadú (nome perfeito para eu mandar ela tomar uma rima).
Reponho o fone e penso que Deus existe e abençoou o sujeito que criou o som portátil.
O Quiosque da Brahma em Santa Maria é muito bom, ideal para um sujeito como eu que quer sentar em um boteco (mas boteco mesmo!) e tomar um chopp sem ficar escutando a maior praga que existe nos bares... o "músico de bar" com seu banquinho e seu violão.
Santa Maria tem muita coisa ruim, mas mesmo assim eu gosto muito desta cidade, e sempre que vejo algo novo abrindo aqui, fico deveras contente.
Neste caso, o novo que me refiro é um Quiosque Chopp Brahma, ou seja uma ilha de salvação para aqueles que como eu gostam de botecos. E o dito é bem estilo boteco mesmo, com suas mesinhas e cadeiras de madeira no estilo retrô característico de bar de bebum.
Por enquanto meus comentários vão se restringir ao lado estético do bar, mas assim que eu conseguir ter uma pausa nos meus remedinhos pra a cabeça tomarei um bom chopp por lá, além, é claro, de comer umas comidas de bar, ou seja, croquete, batata e mandioca frita e congêneres.
Santa Maria cada vez mais se torna uma cidade tomada por idiotas. Claro que esse fato acontece em todas as cidades, fato esse que me leva a crer que o mundo, atualmente, está tomado por idiotas e que só essa escória é que vai sobreviver ao fim dos tempos.
Sair em Santa Maria... só se for para jantar, pois os bares viraram redutos de de dois tipos de imbecis: em um lado os bares "lugar comum", que são caros, tem sempre uma banda cover tocando uma mistura de pop/rock e sertanejo universitário, e tem seu público formado por pessoas sem personalidade, sem estilo, sem inteligência e sem cultura; do outro lado temos os bares "alternativos", que tem sempre uma banda cover tocando clássicos do rock (que normalmente fica restrito em Deep Purple, Beatles, Stones e afins), e tem seu público formado por metidos a moderninho, o povinho que se diz alternativo (sem nem saber o que significa isso) e pseudos-intelectuais.
É por isso que eu fico escutando música em casa e não saio mais. Por isso e por causa da dor de cabeça.